Filosofia

Inspirada nos princípios católicos e fundamentada nos ensinamentos de Santo Antonio Maria Zaccaria, visa a formação integral do educando, cultivando os valores evangélicos sobretudo da verdade, da justiça, da solidariedade e da constante renovação espiritual.
 

Missão

Educar e Evangelizar crianças e jovens, realizando-se como comunidade formativa evangelizadora, sob a luz da fé cristã, formando cidadãos comprometidos com a vivência dos valores evangélicos na sociedade.
 

Visão

Ser promotor de uma educação de qualidade, calcada na solidez da formação integral do ser humano, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade.
 

Símbolo

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O Fundador

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" O amor nasce do conhecimento."
SAMZ

Equipe CSP 2017
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Congregação Irmãs Angélicas de São Paulo

A Congregação das Angélicas de São Paulo foi fundada por Santo Antonio Maria Zaccaria, na cidade de Milão (Itália), tendo sido o Breve de Aprovação dado pelo Paulo III, no dia 15 de janeiro de 1535.

Antecipando muito os tempos atuais,
Santo Antonio Maria Zaccaria quis suas "filhas" (Angélicas) não enclausuradas, como era o costume da época, mas colaboradoras dos Barnabitas, no apostolado direto com o povo de Deus.

Porém, colocava como fundamento de todo o apostolado, a oração.

Na vida de união com Deus, recebiam as forças para anunciá-los aos irmãos.

Como Anjos-Contemplativas e Ativas - eram mensageiras do amor de Deus. "Correr como loucas a Deus e ao próximo" era a palavra de ordem do Santo Fundador.

Quando anunciou a primeira missão, após a fundação, escreveu:

"Queridas, filhas, desfraldai as vossas bandeiras, que dentro em breve o Crucificado vos mandará anunciar a viveza espiritual e o espírito vivo, por toda parte." (Carta V).

Toda essa carta transborda de alegria, na expectativa de ver suas filhas compartilhando de seu grande sonho: "A renovação do fervor cristão" (hoje, nova evangelização).
 Influenciadas pelo espírito do Fundador e atentas aos apelos da Igreja e dos tempos, atuaram nas diferentes áreas de evangelização.
Teriam continuado, admiravelmente, seu apostolado, se o Concílio de Trento não houvesse imposto clausura papal às Religiosas.

Desde 1919, passaram novamente à vida ativa, tendo o programa espiritual apostólico permanecido, até hoje, o mesmo traçado pelo Santo Fundador: "levar a vivacidade espiritual e o Espírito vivo por todo lugar".
 

Como Angélicas de São Paulo, são chamadas pelo Senhor e pelo Santo Fundador a serem Anjos na contemplação e na ação. São chamadas, também, a:

- Viver intensamente o "Crucificado vivo", à maneira de São Paulo;
- Imbuir-se do Espírito de São Paulo;
- Abrir-se à experiência de Deus e à ação do Espírito Santo, através de intensa e crescente vida espiritual;
- Colocar-se em espírito de adoração, aprofundando cada vez mais o Ministério Pascal, com o olhar fixo no Crucificado;
- Ter Maria como mãe e Modelo;
- Viver, comunitariamente, o seguimento de Jesus Cristo, em espírito de família, segundo suas origens;
- Desfraldar suas bandeiras, impelidas pelo fervor apostólico de
Santo Antonio Maria Zaccaria;
- Anunciar o espírito vivo e a riqueza espiritual com tamanha vontade de ganhar almas e conduzi-las à perfeição;
- Seguir os sinais do tempo, entendendo os apelos da Igreja: na educação, no trabalho promocional, missionário e paroquial; na pastoral vocacional, e em toda missão que a Igreja lhes confiar.

As Angélicas chegaram ao Brasil no dia 06 de maio de 1922. E, no dia 1º de junho era inaugurado o Colégio São Paulo do Rio de Janeiro, em local provisório. Em dezembro do mesmo ano, foi adquirida pela Congregação a residência em Ipanema, onde até hoje funciona esse Colégio.

Atualmente, as irmãs se encontram na Europa (Itália, Bélgica, Espanha, Iugoslávia, Albânia e Portugal), na América do Norte (Estados Unidos), na América do Sul (Brasil e Chile), na África (Congo) e na Ásia (Filipinas). No Brasil, estão nos seguintes estados: Pará (Belém, Santa Luiz do Pará e Rondon do Pará), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro e Teresópolis), São Paulo, Rio Grande do Sul (Caseiros e Novo Hamburgo) e Minas Gerais (Belo Horizonte).

" Procuremos não faltar da nossa parte: o próprio Cristo Crucificado vai fazer o resto."
SAMZ


Histórico

Em 1938, ao ser reeleita Superiora Geral, a Madre Flávia recebeu o convite para a fundação de uma unidade educativa na capital mineira, por parte de um leigo, Dr. Caio Nélson de Serra, inspetor do Colégio no Rio de Janeiro.

O sucesso das três primeiras escolas no Brasil motivou o estudo da proposta por parte de um conselho em Milão.

Além desse fator, outros acontecimentos contribuíram para o novo desafio das Irmãs. Nesse momento, de passagem pela Itália, o Cardeal Leme, do Rio de Janeiro, fica a par da discussão e oferece seu apoio, abençoando a iniciativa paternalmente.

Em mensagem dirigida ao Padre Ildefonso Clerici, geral dos Barnabitas, o Papa Pio XII, por ocasião dos 400 anos da morte do Santo Fundador da Ordem, abençoa as Angélicas: “[...] implorando ao Senhor, dispensador de todos os bens, o desejado sucesso de todas as vossas fecundas iniciativas e dos vossos projetos [...]”.

De Milão, as madres brasileiras capitulares determinaram que Madre Cândida e Madre Maria Helena fossem analisar in loco a possibilidade da nova escola.

Próximo à elite da intelectualidade mineira, o casal, Dr. Roberto de Almeida Cunha e a esposa, D. Maria Luísa, recebe e direciona as irmãs responsáveis pelos primeiros passos em prol da concretização do projeto.

A Madre Geral, estando no Brasil em 1939, no dia 11 de fevereiro, dirige-se a Belo Horizonte juntamente com a Madre Cândida. Nessa ocasião, além do Santo Padre, falece o Dr. Davi Rabelo, cuja residência na Av. João Pinheiro seria alugada para o início das atividades do colégio, que ocorreu em 1º de março desse mesmo ano.

O Colégio foi recompensado pelo Prefeito Juscelino Kubistchek de Oliveira com um terreno de 5000 m² no bairro Cidade Jardim, na Rua Eduardo Porto, esquina com Rua Olímpio de Assis.

Esse bairro, prioritariamente, foi destinado a compor uma região educacional. Terrenos foram doados para várias faculdades – Odontologia, Farmácia, Química. Há relatos de que o prefeito pretendera doar todo o quarteirão, mas Madre Cândida declinou essa oferta por considerá-la exagerada.

Em 1951, teve início a construção do novo colégio, com projeto e execução a cargo do Dr. Moacir Durval de Andrade, que ofereceu seus serviços gratuitamente. Esse engenheiro se dedicou, até o fim da vida, com total generosidade, a essa construção, descrita por Madre Cândida como “o mais belo e confortável de todos os Colégios São Paulo no Brasil”.

A mudança para a Rua Eduardo Porto ocorreu em 10 de julho de 1953. Dois vastos dormitórios, salas amplas e arejadas, salões e largos corredores consistiam a primeira parte do complexo a ser construído.

A obra prosseguia, contudo ocorreu um desabamento em consequência de chuvas torrenciais, causando grande prejuízo. Apesar desse imprevisto, após as devidas providências, passam a funcionar a educação infantil, o primário, o ginasial, o colegial e o normal.

Sucederam-se vários contratempos. Decréscimo substancial do corpo discente, mudanças de diretoria... Assim, em 1987, foi firmado um contrato de locação entre a Superiora Provincial e o Arcebispo de Belo Horizonte, ficando o prédio ocupado pela Sociedade Mineira de Cultura. Essa situação permaneceu até o ano de 2004.

Contudo, em janeiro de 2005, com a dedicação, a ousadia e a competência da Irmã Madalena Lemos Lopes, as Angélicas retomaram suas atividades pedagógicas na capital mineira.

Dr. Maurício Lourenço da Costa e sua esposa, Dona Beatriz, a colheram as irmãs e prestaram assistência jurídica. A Srtª Ângela Botelho, ex-aluna do colégio, colocou um apartamento à disposição por tempo indeterminado; o Padre Vítor Baderacchi e o Padre José Moreira, Barnabitas do Colégio Padre Machado, ajudaram nas questões pedagógicas e espirituais; a Srtª Marta Bolívar, ex-aluna, excedeu-se em gentilezas e prestação de auxílio. Outros tantos nomes também não podem ser dissociados do reinício desta escola: “[...] foi sempre uma constante aspiração de quase todas as Irmãs a que o Colégio São Paulo de Belo Horizonte retornasse às nossas mãos. Foram fortes orações para que isso acontecesse. Tudo se encaminhou de maneira prodigiosa, que nos deu a certeza de que essa era também a vontade de Deus”.

O Colégio, desde 1939 até hoje, já contou com várias diretoras, são elas:

  • 1939 a 1944 -   Madre Maria Cândida da Rocha 

  • 1945 a 1947 -   Madre Maria Joana Coimbra

  • 1948 a 1962 -   Madre Benigna Maria Durval de Assis

  • 1963 -             Madre Maria Eulália Pereira/ Madre Benigna Maria Durval de Assis 

  • 1964 -             Madre Maria da Paz de Moraes 

  • 1965 -             Madre Benigna Maria Durval de Assis 

  • 1966 a 1968 -   Madre Maria da Paz de Moraes 

  • 1969 a 1974 -   Irmã Bertha Rocha Costa 

  • 1975 -             Madre Benigna Maria Durval de Assis 

  • 1976 a 1987 -   Madre Maria da Paz de Moraes 

  • 1988 a 2004 -   Sociedade Mineira de Cultura 

  • 2005 -             Ir. Maria das Graças Guedes de Medeiros

  • 2006 -             Ir. Lívia Pinto de Oliveira

  • 2007 a  2008 -  Ir. Madalena Lemos Lopes

  • 2009 a  2011 -  Ir. Ana Paula de Britto

  • 2012 -             Ir.Lenize de Nazaré Sena de Abreu